Ao longo da carreira, Slash aprendeu que química musical nem sempre é sinônimo de convivência fácil. Desde os tempos turbulentos no Guns N’ Roses, o guitarrista viu parcerias explosivas renderem clássicos – e também desgastes difíceis de contornar.
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Se nos anos 1990 seu principal embate público foi com Axl Rose, a década seguinte trouxe outro capítulo delicado. Após o hiato do Stone Temple Pilots, Slash se uniu a Scott Weiland no Velvet Revolver, projeto que também contava com outros ex-integrantes do Guns. A mistura entre o peso do hard rock e a pegada alternativa resultou em faixas como “Slither”, que recolocaram todos no radar.
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De acordo com o jornalista Tim Coffman, da Far Out, o início foi promissor. “Weiland abraçou a postura de frontman clássico e a banda rapidamente ganhou força”, escreveu no texto em que reuniu entrevistas sobre o caso. No entanto, problemas pessoais e recaídas do cantor acabaram desgastando a relação interna. A tensão nos bastidores passou a lembrar, em menor escala, os conflitos que haviam marcado o fim da formação clássica do Guns N’ Roses.
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Mesmo após Weiland ter demonstrado interesse em reatar a parceria, Slash foi direto ao comentar a possibilidade de uma reunião. “Ele demonstrou interesse em enterrar o machado de guerra e voltar, tentando conciliar essa coisa perfeita entre STP e Velvet Revolver. E eu fiquei tipo: não tem como isso acontecer. Eu amo o Scott – ele é um cara incrível quando eu não estou numa banda com ele. Prefiro manter assim.”
A declaração deixa claro que o respeito pessoal não foi suficiente para reativar a sociedade musical. Para Slash, a experiência havia cumprido seu ciclo. “Apesar do potencial da banda e da qualidade dos dois álbuns lançados, ele não demonstrou disposição para revisitar aquele formato”, comentou Coffman.
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Com a morte de Scott Weiland em 2015, qualquer possibilidade de reencontro ficou definitivamente no passado. Desde então, Slash retomou atividades com o Guns N’ Roses e seguiu investindo em projetos solo, mantendo a porta aberta para novas colaborações – mas não para repetir fórmulas que já haviam mostrado seus limites.