Thiago Bianchi comentou sobre a possibilidade de ter assumido os vocais do Angra após a saída de Edu Falaschi. Em entrevista ao canal Amplifica, o cantor detalhou os bastidores da história e explicou por que acabou se retirando da “corrida” pela vaga que, mais tarde, seria ocupada por Fabio Lione. Segundo ele, a decisão passou longe de qualquer disputa de ego.

Angra – Mais Novidades
Foto: TRM – Leandro Almeida, Bruno Fuzzo, Fabio Fortinho e Renan Facciolo

– CLI










Questionado por um internauta sobre a história de que não teria enviado material ao Angra inicialmente, Bianchi confirmou que, num primeiro momento, sequer cogitou se promover para o posto. “Quando teve a dissidência ali do Angra, eu te liguei para falar do Felipe Andreoli. Eu não liguei para falar de mim”, relembrou, citando que chegou a sugerir outro nome em vez do seu próprio. A postura, segundo ele, tinha relação direta com o respeito que sempre teve pelos ex-vocalistas da banda.

O cantor também afirmou que jamais se enxergou “nos sapatos do Edu” ou de Andre Matos, reforçando a admiração pela história construída pelo grupo. “Claro que quem não quis cantar no Angra? Acho que a pergunta é essa”, comentou. Ainda assim, garantiu que a possibilidade passou por sua cabeça, especialmente na fase pós-Edu, quando chegou a enviar material com sua voz.

– GOO












Thiago Bianchi no Angra?

Foi nesse momento que entrou em cena Aquiles Priester, então recém-integrado ao Noturnall, projeto que Bianchi estava começando. O baterista teria sido direto ao expor sua preocupação. “Cara, não teve nada de ego. A galera leva tudo muito pro ego. Foi uma decisão de business”, relatou Bianchi. Segundo ele, Aquiles ponderou que não faria sentido investir energia em uma nova banda enquanto o vocalista poderia dividir o foco com um dos maiores nomes do metal mundial.

Bianchi usou uma metáfora para ilustrar a fala do colega: “A banda é tipo a mão dando um soco. Todos os dedos têm que estar juntos. Senão, se um dedo está solto, ele quebra a mão.” Na visão de Aquiles, caso o cantor assumisse o Angra, o Noturnall correria o risco de se tornar um projeto secundário, sempre à sombra da banda maior. “Imagina cantar no Angra, que é uma das maiores bandas do mundo. O cara vai focar como na sua própria banda?”, recordou.

– CLI










Diante do impasse, Thiago optou por priorizar a própria trajetória, que já havia passado por Karma e Shaman antes do Noturnall. “Eu me retirei da corrida por focar no meu trabalho”, afirmou. Ele ainda elogiou a escolha de Fabio Lione para o Angra, classificando o italiano como “uma das grandes vozes da história do mundo”. No fim das contas, segundo Bianchi, cada um seguiu seu caminho – e as duas bandas escreveram capítulos importantes desde então.

” src=”https://www.youtube.com/embed/aviEVKK-NUU” width=”560″ height=”315″ allow=”accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture” allowfullscreen loading=”lazy” style=”border:0;” referrerpolicy=”strict-origin-when-cross-origin”>

– GOO