Quem acompanha a carreira de Iggor Cavalera além do óbvio, sabe que o baterista brasileiro vem experimentando com uma série de diferentes sonoridades. Apesar de manter a parceria com o irmão, Max, o metal é apenas um dos caminhos percorridos como músico. Em entrevista ao Polyend, ele falou sobre a constante evolução e busca por novidades.
Igor Cavalera – Mais Novidades
Foto: Kevin Strada
– CLI
“Minha relação com a bateria continua evoluindo – estou constantemente explorando novas ideias e perspectivas, o que mantém o instrumento empolgante e vivo para mim. Tudo começa com o ritmo. Antes da melodia, antes da harmonia – existe a pulsação. Tocar bateria vem de dentro. É físico, mas também emocional. Vem da alma. É algo profundamente instintivo e humano. É isso que me manteve conectado a ela todos esses anos.”
De qualquer modo, Cavalera reconhece que as origens ainda fazem parte da sua rotina artística. “Minhas raízes estão no metal e no punk, naquela energia bruta, naquela urgência, naquela honestidade quase confrontadora. Essa base moldou tudo. Mas, com o tempo, passei a me interessar mais por espaço, textura, repetição e transe. A agressividade ainda está lá, mas se transformou. É menos sobre velocidade ou potência e mais sobre profundidade e intenção.”
– GOO
Em 2026, Iggor e Max seguem na estrada com o projeto que leva o sobrenome da família. O foco da nova série de shows será “Chaos A.D.” (1993), álbum mais vendido de toda a carreira do Sepultura. Já estão confirmados shows em alguns dos maiores festivais do mundo, como o Download e o Louder Than Life.
– CLI