Sabe aquele tipo de gravação que vive há décadas no mundo dos bootlegs, circulando em versões boas, ruins e “essa aqui é a definitiva, confia”? Pois bem: o Pink Floyd vai colocar um desses registros na rua com carimbo oficial. O show do Los Angeles Sports Arena, de 26 de abril de 1975, vai sair no Record Store Day (18 de abril) em 2 CDs e 4 LPs.
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– CLI
O material é associado ao famoso “Mike Millard tape”, gravação de público feita por Mike Millard, e agora recebe um “up” de som com trabalho de Steven Wilson, pontua a Let It Rock. Para quem coleciona Floyd, é aquele tipo de notícia que dá duas vontades ao mesmo tempo: ouvir logo e, depois, comparar com tudo que você já tem guardado.
Foto: Storm Thorgerson – Sony Music
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O show em si é daqueles que explicam por que tanta gente se apega a 1975 como fase de ouro ao vivo. A banda toca “The Dark Side of the Moon” inteiro, mas o repertório não fica só nisso. Tem “Shine On You Crazy Diamond” (partes 1–5 e 6–9), “Have a Cigar”, e duas músicas que ainda estavam em gestação e depois virariam “Dogs” e “Sheep” em “Animals”: “You’ve Got to Be Crazy” e “Raving and Drooling”.
Pra fechar, ainda tem “Echoes” na lista, e aí já dá pra imaginar o tamanho do set sem precisar de calculadora. É um recorte bem específico do período: “Dark Side” já consolidado, “Wish You Were Here” no forno, e “Animals” dando as caras antes de ganhar a forma final.
A lista de faixas divulgada vem dividida assim: no CD 1, as duas “proto-Animals” abrem caminho, depois entra o bloco de “Wish You Were Here”. No CD 2, vem o “Dark Side” completo e, por último, “Echoes”. É uma ordem que faz sentido para quem conhece os sets do Floyd nessa fase: primeiro a parte mais “atual”, depois o álbum que dominava a época, e o encerramento com uma peça longa.
– CLI
Se você é do time que ficou irritado com exclusividade de Blu-ray em box recente, esse lançamento em CD cai como correção de rota. E se você só quer um registro forte da turnê de 1975 com áudio bem tratado, aí é aquela chance rara de pegar algo que era “mito de fã” e virar item de catálogo – do tipo que, daqui a um tempo, ninguém mais chama de bootleg.
– GOO