Ao longo de sua trajetória à frente do Sepultura, Soulfly, Cavalera Conspiracy e Nailbomb, Max Cavalera sempre deixou claras suas influências. Em entrevista publicada originalmente na revista Metal Hammer (via Loudersound), o músico revisitou os discos que moldaram sua vida – e apontou aquele que considera dono do maior riff da história do heavy metal.

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Foto: Divulgação – Napalm Records

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Ao falar sobre o álbum que gostaria de ter feito, Max não hesitou em citar Black Sabbath e o disco “Sabotage” (1975). O motivo é direto: “Só pelo riff de ‘Symptom Of The Universe’, que eu acho que é o melhor riff da história do heavy metal.” Para ele, a abertura do disco é devastadora. “Aquilo junto com ‘Hole In The Sky’ como as duas primeiras faixas é brutal. Você não consegue algo melhor do que isso.”

Max também destacou o papel fundamental de Motörhead na formação do metal extremo. Sobre o ao vivo “No Sleep ‘Til Hammersmith” (1981), afirmou: “É simplesmente brutal. Energia, poder e velocidade… é o originador do thrash.” E foi além: “Sem o Motörhead ou sem aquele álbum, provavelmente não existiriam Metallica, Slayer ou Sepultura.”

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Se por um lado ele reverencia clássicos, por outro não esconde decepções. Ao comentar o disco que “não deveria existir”, Max citou “Cold Lake” (1988), do Celtic Frost. “Eu era um grande fã, e quando ‘Cold Lake’ saiu eu pensei: ‘Que lixo é esse?!’ Tentando ser glam?! Eu achei que o Tom Warrior estava fazendo uma piada com a gente. Foi uma grande decepção, cara.”

Entre memórias afetivas, ele relembrou que seu primeiro álbum foi “Live Killers” (1979), do Queen. “Eu e o Iggor fomos ao show em São Paulo, e no dia seguinte eu fui à loja comprar qualquer coisa do Queen. Eu ouvia todo dia. Acho que foi minha primeira introdução ao heavy metal.”

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Ao fim da conversa, Max ainda revelou qual disco gostaria que fosse tocado em seu funeral: “Point Blank”, do Nailbomb. “Muito revoltado, com raiva, cheio de ódio… Nailbomb era tudo isso. Então seria a maneira perfeita de partir.” Já sobre o álbum pelo qual gostaria de ser lembrado, escolheu o debut do Soulfly (1998), destacando o momento pessoal difícil em que foi criado.

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