O guitarrista Rafael Bittencourt afirmou que há um nome fundamental na história do Angra que merece um capítulo à parte. Trata-se do jornalista francês Olivier Garnier. Em entrevista à Guitar Xtreme Magazine, da França, ao falar sobre a celebração dos 30 anos de “Holy Land”, Bittencourt destacou o papel decisivo do profissional na consolidação da banda na Europa.
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Foto: Reprodução Encarte Angels Cry
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“Se algum dia escrevermos a biografia do Angra, Olivier Garnier mereceria um capítulo à parte”, declarou. Segundo ele, o jornalista acreditou no grupo “mais do que ninguém” e enxergou seu potencial antes do mercado internacional. “Ele amava profundamente a banda, primeiro musicalmente, depois pessoalmente”, afirmou.
Para Bittencourt, a atuação de Garnier foi determinante especialmente na França, um dos primeiros países europeus a abraçar o Angra. “Ele é um profissional extremamente competente, um dos melhores neste ramo, não só na França, mas no mundo”, disse. O guitarrista credita ao empenho e à dedicação do jornalista parte do reconhecimento internacional alcançado após o lançamento de “Holy Land”, em 1996.
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Ao revisitar o período de gravação do álbum, Bittencourt ressaltou o clima interno da banda na época. “Estávamos confiantes, prontos para experimentar. Éramos jovens, muito talentosos e incrivelmente motivados”, afirmou. Para ele, o disco se tornou “uma pedra fundamental” na trajetória do grupo, consolidando a proposta de unir metal sinfônico a elementos da música brasileira.
O guitarrista também comentou o impacto pessoal daquele momento. “Holy Land me transformou por dentro, e eu não teria me tornado o homem que sou hoje sem esse álbum”, disse. Ele atribui parte dessa transformação à resposta do público, que acolheu a fusão entre metal e referências culturais brasileiras.
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Durante a conversa, Bittencourt relembrou ainda a importância de Andre Matos na concepção do disco. “André estava no auge como compositor, músico e artista, literalmente em chamas”, afirmou. Segundo ele, o vocalista impulsionava os demais integrantes a evoluírem artisticamente.
A apresentação comemorativa no Olympia, em Paris, contará com Alírio Netto nos vocais e participação especial de Kiko Loureiro. Para Bittencourt, o show será mais do que uma execução nostálgica de um clássico: “Queremos tocar o coração das pessoas. Será uma grande celebração.”
Ao reconhecer a importância de Olivier Garnier, Rafael Bittencourt aponta que, além dos músicos, existem figuras nos bastidores cuja influência foi determinante para que o Angra atravessasse fronteiras. Para ele, esse “personagem invisível” ajudou a escrever um dos capítulos mais relevantes do metal brasileiro no exterior.
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