O vocalista Sammy Hagar (ex-Van Halen) afirmou que só pensará em aposentadoria quando perder sua capacidade vocal, aproveitando para alfinetar outros veteranos do rock que continuam na estrada mesmo com apresentações decepcionantes. Em conversa com Dave Everley, da revista Classic Rock, o músico de 78 anos também falou sobre sua determinação e disse ter recusado propostas para transformar sua autobiografia em filme.
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Foto: Reprodução – Residency
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Questionado sobre quando saberá que é a hora de parar, Hagar respondeu e não poupou críticas a alguns colegas de profissão. “Quando eu não conseguir mais cantar. Quando eu for até o microfone e soar como alguns desses outros caras que estão por aí fazendo turnês, será o fim”, disse.
O cantor garantiu que esse momento ainda está longe de chegar. “Ainda não vejo isso acontecendo. Consigo atingir um falsete, consigo cantar grave, consigo dar meus gritos, consigo cantar qualquer música que já compus. Ainda sou ótimo no que faço, caso contrário não estaria fazendo isso. E quando eu não for, não farei. Mas ainda não tenho um plano”, explicou.
A vitalidade de Hagar se reflete em sua forma de trabalhar. Segundo ele, a idade não diminuiu seu ímpeto competitivo. “Ainda sou um cara determinado, mesmo aos 78 anos de idade. Você pode ser mais esperto que eu, pode ter mais talento que eu, mas adivinha quem vai cruzar a linha de chegada primeiro?”, provocou.
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Além do trabalho nos palcos, Sammy Hagar disse ter sido procurado para adaptar sua autobiografia de 2011, “Red: My Uncensored Life In Rock”, para os cinemas. No entanto, o projeto não foi adiante devido às exigências de Hollywood por conflitos, especialmente envolvendo seu ex-colega de banda, Eddie Van Halen.
“As pessoas me perguntaram sobre usar meu livro como base para um filme, mas dizem: ‘Precisamos de um pouco mais de drama. Queremos fazer um grande alarde sobre essa coisa entre você e o Eddie’. E eu digo: ‘Não quero que seja assim'”, explicou. “Minha vida é sobre fazer as pessoas felizes, e é sobre isso que quero que seja. Não sou atormentado, não sou miserável. Sou o cara mais feliz do planeta.”
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