A banda norte-americana Dream Theater, frequentemente apontada como a maior expoente do metal progressivo, está na ativa desde meados da década de 1980. Conhecido pela musicalidade intrincada, porém cativante, e pelo virtuosismo técnico de seus integrantes, o quinteto construiu um catálogo sólido e uma base fiel de fãs ao longo de sua trajetória.

O caminho trilhado pelo Dream Theater em busca de notoriedade, no entanto, não foi simples. “When Dream and Day Unite” (1989), primeiro disco do grupo, ficou longe de alcançar grande repercussão, e a situação se complicou ainda mais quando o vocalista Charlie Dominici deixou a formação.

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Foto: Reprodução – YouTube

Mike Portnoy, baterista e membro fundador do Dream Theater, relembrou essa fase delicada em entrevista concedida à Classic Rock. Na ocasião, o músico contou que, entre o primeiro disco e “Images and Words” (1992), a banda chegou perto de encerrar as atividades.

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“Gravamos esse disco depois de ficarmos parados por quase dois anos, na sequência do fracasso do nosso álbum de estreia. Naquela época, trocamos de vocalista, de gravadora, passamos dois anos compondo esse material sem nada a nosso favor – sem público, sem fãs, sem empresário, sem vocalista, sem gravadora.

Quase nos separamos, mas persistimos, conseguimos um vocalista, uma nova gravadora, gravamos esse álbum e, mesmo depois de lançado, ficou meio esquecido por alguns meses.”

Lançado em julho de 1992, “Images and Words” marcou a estreia de James LaBrie como vocalista do Dream Theater. O trabalho mudaria a história da banda e a vida de Portnoy graças à sua faixa de abertura, “Pull Me Under”, sobre a qual o baterista comentou:

“Quando ‘Pull Me Under’ estourou, por volta de outubro de 1992, tudo mudou. Mudou o rumo da banda e da minha vida. Para sempre. Nos deu um público que nos acompanha desde então.”

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Mais de 30 anos se passaram, e o Dream Theater segue firme na ativa. Em boa parte, graças a “Pull Me Under”, presença quase obrigatória nos shows do grupo.

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