O pai de Frank Bello abandonou a família quando ele tinha 10 anos. O momento marcou a vida do baixista do Anthrax de tal forma que está presente até hoje – e não teria como ser diferente. Em entrevista à rádio canadense CKRL 89.1FM, o músico falou sobre como preencheu o vazio, especialmente sendo uma criança já compreendendo as coisas.

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Foto: Capa da biografia Fathers, Brothers, and Sons

– CLI










“Quando meu pai se foi, eu precisava de heróis na minha vida, alguém para admirar. E sabe quem foram esses heróis? Geddy Lee do Rush, Steve Harris do Iron Maiden e Geezer Butler do Black Sabbath. Eles eram meus ídolos. Eu disse: ‘Quero fazer isso. Como faço isso?’ E criei essa visão focada. Porque a dor daquela época era muito intensa. Foi muito difícil. Então, o que me fazia sentir melhor era a música.”

Com o tempo, o jovem Frank foi vendo seus objetivos sendo alcançados. Os resultados fizeram com que o apoio inicial se tornasse meio de vida. “A música é uma ótima válvula de escape. Como americano, posso dizer o seguinte: vivemos em um mundo muito, muito feio agora. E, pelo que eu vivi quando era jovem, o mundo ao meu redor também era muito feio. A válvula de escape que me fazia sentir melhor sempre foi a música. Tirava aquela sensação de ‘tudo está desabando sobre mim’. Era um oásis maravilhoso. Posso simplesmente vir aqui e me sentir melhor. E foi isso que me fez querer começar a tocar. Simplesmente me motivou a começar. E então eu tocava sem parar. Fiz jams com o Charlie Benante (baterista do Anthrax e tio de Frank). Crescemos juntos.”

– GOO












No momento desta publicação, o Anthrax excursiona pelo Canadá abrindo a turnê de despedida do Megadeth. O Exodus também faz parte do pacote de atrações. Ainda este ano, a banda deve lançar o seu próximo álbum de estúdio, sucessor de “For All Kings” (2016).