Um daqueles projetos que aparecem do nada: “Jump”, do Van Halen, ganhou uma releitura oficial da Coca-Cola para a Copa do Mundo de 2026, com um time improvável: J Balvin, Amber Mark, Travis Barker e Steve Vai. O Vai entrou justamente no lugar mais “sensível” da música: o solo, que no original é do Eddie Van Halen.
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Steve Vai – Mais Novidades
– CLI
O convite chegou pra ele como chegam esses trabalhos de indústria: rápido e direto. Ele conta que, depois de décadas de carreira, aparecem “projetos paralelos” o tempo todo, alguns que fazem sentido e outros nem tanto. Esse, por ser Copa + Coca-Cola + “Jump”, ele diz que parecia bater todos os requisitos e ele topou antes mesmo de ouvir direito.
A parte engraçada é que, quando a faixa chegou, ele percebeu que o troço não era só “vamos regravar e pronto”. Eles mudaram a estrutura, mexeram em clima, batida e textura, e o Vai resumiu em fala publicada na Ultimate Classic Rock com aquela frase perfeita pra explicar o estranhamento de primeira audição: “Quando eu ouvi a faixa, eu pensei: ‘Uau… isso é ‘Jump’, mas não é ‘Jump’. Eles deram uns passos bem ousados e eu achei que ficou ótimo.”
– GOO
Isso também guiou a abordagem dele na guitarra. Ele disse que não fazia sentido tentar repetir o que já existe, porque a base já tinha virado outra coisa. Então ele foi participando conforme a música se transformava: gravava, o pessoal mexia no arranjo, ele voltava e regravava de novo. Pelo relato dele, esse vai-e-volta aconteceu umas três vezes até a versão fechar.
E aí entra uma ironia boa: o Vai é “da turma do Roth” – tocou com David Lee Roth na carreira solo justamente depois da saída dele do Van Halen, na metade dos anos 80. Agora, décadas depois, aparece como convidado num remake de um dos maiores hits daquela fase do Van Halen.
O projeto também foi apresentado como algo bem “global”, pensado pra Copa. A versão mantém o esqueleto reconhecível de “Jump”, mas puxa para um arranjo mais híbrido e moderno, com elementos pop e batida mais eletrônica, além do clima de “trilha de evento”. Em paralelo, saiu clipe animado e a música foi lançada oficialmente como o anthem da marca pro torneio.
– CLI
No meio disso tudo, o Vai parece ter tratado a participação como o que ela é: um trabalho grande, com logística de indústria e cara de vitrine mundial. A parte dele foi tentar colocar assinatura própria sem brigar com o que a nova faixa queria ser – e aceitar que, em 2026, “Jump” pode aparecer em versão Copa do Mundo com gente de universos bem diferentes dividindo o mesmo refrão.
Foto: Larry DiMarzio
– GOO