Se você mistura convenção de horror, New Jersey e o vocalista do Iron Maiden, a chance de sair uma foto “normal” já era pequena. E foi exatamente isso que rolou hoje: Bruce Dickinson encontrou Gaten Matarazzo, ator conhecido por interpretar o Dustin Henderson em Stranger Things, e os dois posaram juntos com aquele gesto clássico de roqueiro.
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O registro tem cara de encontro improvável do melhor tipo: um ícone do metal britânico ao lado de um rosto que virou símbolo de uma série que, do nada, colocou o som pesado no meio da cultura pop atual. Na legenda, o próprio Bruce resumiu do jeito mais simples: “Coisas estranhas em New Jersey!”
Pra quem acompanha Stranger Things, o Dustin é aquele personagem que funciona como “cola” do grupo: o cara da curiosidade, das referências e da memória. E isso fica ainda mais nítido quando a série volta ao Eddie Munson, mesmo sem ele aparecer mais – porque o personagem continua presente na cabeça do Dustin.
Depois de “Master of Puppets” virar aquele momento absoluto (com Eddie tocando Metallica em cena), o encerramento da série fez questão de ir por outro caminho e chamar o Iron Maiden pra conversa. No episódio final, já com um salto de 18 meses, Dustin aparece como orador da turma e decide não fazer discurso “certinho”: ele usa o microfone pra homenagear o Eddie. E aí entra “The Trooper” no auditório, enquanto ele tira a beca e revela uma camiseta do Hellfire Club modificada, com “HELLFIRE LIVES”.
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A cena ainda brinca com esse tipo de “memória de fã” que a série gosta de acionar. O paralelo é direto: antes, o Eddie tinha descrito como queria que fosse a própria formatura – encarar o diretor, mandar um gesto obsceno, pegar o diploma e sair correndo. Quem cumpre o roteiro, no fim, é o Dustin, com “THIS IS OUR YEAR!” como grito de guerra.
Aí a foto com o Bruce ganha uma camada a mais, mesmo sem ninguém precisar explicar nada. É um encontro simpático, pronto, mas que junta dois mundos que a série acabou aproximando: o metal clássico de décadas e uma produção pop que tratou isso como parte de personagem, e não só como trilha pra “parecer radical”.
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