O guitarrista de blues Joe Bonamassa revelou recentemente que ficou tão impressionado ao ouvir dois ícones da guitarra virtuosa que chegou a suspeitar que as gravações estavam manipuladas. Em entrevista ao site Ultimate Guitar, o músico comentou suas impressões sobre shredders e a forma como guitarristas são avaliados atualmente.
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Foto: Divulgação – Epiphone
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Segundo Bonamassa, muitos músicos modernos são julgados principalmente pela velocidade e pela agilidade técnica – algo que, para ele, não deveria ser o único critério. “A analogia é que, se guitarristas de rock modernos são julgados pela velocidade e agilidade, então Evel Knievel deve ser o maior ciclista de todos os tempos porque saltou as fontes do Caesar’s Palace.”
Para o guitarrista, tocar rápido não necessariamente significa tocar melhor. Ele defende que a música precisa contar uma história, algo que associa diretamente ao blues. “Eu toco muitas notas, mas a diferença é que você quer contar uma história com isso, não apenas dizer: ‘Olha o que eu consigo fazer’.”
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Apesar da crítica ao foco exagerado na técnica, Bonamassa afirmou que admira vários guitarristas virtuosos. Ao lembrar do primeiro contato com dois nomes lendários do shred, ele disse ter ficado incrédulo.
“Quando ouvi Yngwie Malmsteen em ‘Rising Force’ ou vi Shawn Lane pela primeira vez, pensei que a gravação estivesse acelerada. Mas não estava.”
Bonamassa também comentou que, na era das redes sociais, é difícil saber se vídeos de guitarristas são totalmente autênticos, já que podem envolver edição, múltiplos takes ou até manipulação digital.
“Hoje eu não sei no que acreditar. Não sei quantos takes foram necessários para algumas coisas que vejo online. Não sei se foi acelerado, se foi manipulado ou até se é IA.”
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Mesmo com essa desconfiança, há um guitarrista da nova geração que ele afirma ser absolutamente legítimo: Matteo Mancuso.
“A única pessoa que eu vi ao vivo fazer esse tipo de coisa foi Matteo Mancuso. Eu estava a um metro e meio dele no palco da Mercedes-Benz Arena em Berlim. Ele consegue fazer aquilo de verdade.”
Enquanto comenta o cenário atual da guitarra, Bonamassa segue ativo em sua própria carreira. Seu álbum mais recente, B.B. King’s Blues Summit 100, foi lançado em fevereiro de 2026 e reúne 32 faixas com participações de nomes como Gary Clark Jr., Warren Haynes, George Benson, Paul Rodgers e Jimmie Vaughan.
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