Durante nova entrevista à revista britânica Kerrang!, Randy Blythe deixou um recado a pessoas que entendem que um artista não deve se manifestar sobre assuntos políticos, se preocupando apenas em divertir o público. O vocalista do Lamb of God discorda veementemente da ideia.

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Foto: Reprodução – YouTube

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“Para essas pessoas, eu digo: ‘Vão se f*der’. Sou cidadão americano e viajante do mundo. Mais do que isso, sou um ser humano. Não sou nenhum macaco dançarino colocado aqui para o seu entretenimento. Se você tem um mínimo de bússola moral, é irresponsável não exercer o seu direito de se manifestar. Se as pessoas estão dispostas a compartimentalizar algo como uma rede de tráfico sexual infantil porque acham que isso pode melhorar suas contas bancárias, elas perderam uma parte da sua humanidade. Perderam uma parte essencial do que significa ser um ser humano íntegro. Nesse ponto, é hora de parar, reavaliar valores e repensar. Você não vai poder levar seu dinheiro para o túmulo, mas poderá levar consigo a lembrança de ter concordado em silêncio com pessoas que acobertaram predadores sexuais de crianças. Como você vai se sentir em relação a isso no seu leito de morte?”

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Apesar do cenário atual, Blythe se considera “esperançoso” de que as coisas melhorem em um futuro não muito distante. “Existe um lado apocalíptico na minha natureza, admito. Muitas das nossas letras refletem isso. Preciso ter cuidado, reconhecer que essa possibilidade existe. Mas não preciso me deixar levar pela ideia de glorificá-la. É normal prestar atenção ao que está acontecendo e se preocupar, mas é preciso fazer o possível para mudar a situação. Os cidadãos comuns em uma democracia funcional têm o direito de votar e não podem se tornar apáticos. Tenho muitos problemas com o nosso sistema americano. Há coisas arcaicas, como o Colégio Eleitoral, que deveria ser abolido. Mas esse é o único sistema que temos agora. Se eu não me envolver e fizer o possível para ser uma força de mudança positiva, estarei abdicando da minha responsabilidade e entregando o pouco controle que tenho – minha capacidade de agir – para outra pessoa.”

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Sendo assim, apesar das situações adversas, o frontman entende que o voto ainda é uma arma a ser usada, mesmo com todos os problemas. “Em geral, vejo essa atitude fatalista e derrotista nas pessoas e isso me desanima. Tipo, ‘Ah, não faz diferença nenhuma…’ Bem, você tem razão, porque se você não fizer nada, então não vai fazer diferença nenhuma. Então, por favor, vá votar e faça o que puder. Eu não entendo de política no Reino Unido, mas sei que você precisa votar. Não seja um preguiçoso apático que só fica reclamando quando tudo der errado.”

“Into Oblivion”, novo álbum do Lamb of God, sai na próxima sexta-feira, 13 de março. O trabalho é o 12º de inéditas da banda. Ele sucede “Omens”, que saiu em 2022 e chegou ao 15º lugar no The Billboard 200, principal parada dos Estados Unidos.

– GOO