O saudoso baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, certa vez falou abertamente sobre as diferenças entre seu estilo de tocar e o de Dave Grohl – ele próprio considerado um dos bateristas mais marcantes do rock moderno.

Hawkins entrou para a banda em 1997 e permaneceu no grupo por 25 anos, até sua morte em 2022, aos 50 anos. Durante esse período, ele precisou ocupar um lugar desafiador: tocar bateria em uma banda liderada justamente por um músico que já havia se tornado lendário atrás do kit durante sua passagem pelo Nirvana.

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Foto: Igor Soares

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Mesmo assim, Hawkins sempre encarou a situação com naturalidade – e até via vantagens na diferença entre os dois. Em uma entrevista concedida ao jornalista musical Steve Rosen, ele explicou que a dinâmica criativa com Grohl era bastante particular. “Com o Dave, quando estamos criando as baterias para o Foo Fighters, acho que ele tende a pensar mais como compositor, meio focado em ganchos.”

Segundo Hawkins, isso fazia com que sua abordagem fosse um pouco diferente quando estava tocando sozinho ou em projetos paralelos. “Quando eu toco bateria sozinho, acho que tendo a ser um pouco mais egoísta, no sentido de baterista.”

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Isso significa que, em seus próprios projetos – como a banda Taylor Hawkins and the Coattail Riders – ele se permitia explorar mais o instrumento. Já no Foo Fighters, a prioridade era servir à música. “Quando estou realmente tocando com o Foo Fighters, é mais como se eu estivesse interpretando o que o Dave quer ouvir.”

Apesar disso, Hawkins ressaltava que Grohl também lhe dava liberdade criativa. “Ele me dá momentos para fazer o que eu quiser. Com certeza há coisas que faço na música do Foo Fighters que ele provavelmente não faria.” E ele completava dizendo que isso não era um problema – pelo contrário. “Ele meio que encara isso como o meu jeito de fazer as coisas. Basicamente ele obtém de mim o que quer para servir à música, e o resto é por minha conta. E isso também não é algo ruim.”

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Após a morte de Hawkins, o Foo Fighters realizou dois grandes shows tributo em sua homenagem – um no Wembley Stadium, em Londres, e outro no Kia Forum, em Los Angeles – reunindo diversos nomes do rock para celebrar sua vida e carreira. A banda seguiu em atividade posteriormente com novos bateristas, incluindo Josh Freese e mais tarde Ilan Rubin.