O líder do Foo Fighters, Dave Grohl, nunca escondeu que seu gosto musical vai muito além do rock pesado. Embora tenha surgido na cena punk de Washington, DC, e se tornado mundialmente famoso como baterista do Nirvana, Grohl sempre demonstrou admiração por estilos variados – incluindo pop dos anos 80.
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Foto: Moffly @ www.depositphotos.com
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Em entrevista resgatada pelo site Far Out, o músico revelou uma das canções que gostaria de ter composto: o hit Kids in America, eternizado pela cantora britânica Kim Wilde. Segundo Grohl, a música sempre teve um significado especial para ele – e não apenas pela melodia contagiante.
“Todo garoto punk que eu conhecia era perdidamente apaixonado por Kim Wilde – e eu também. Foi por isso que gravei minha própria versão de ‘Kids in America’.” O músico contou que registrou essa versão no fim dos anos 1980, antes mesmo de entrar para o Nirvana. “Isso foi antes de eu entrar no Nirvana, talvez em 1989. Gravei meio por impulso.”
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A gravação amadora mostra Grohl experimentando ideias que anos depois ajudariam a moldar o som do Foo Fighters. Embora a música original seja um clássico pop, sua versão traz uma pegada mais próxima do punk e do rock alternativo.
Mesmo sendo lembrada hoje como um hino pop bastante radiofônico, “Kids in America” também tinha uma certa atitude rock quando foi lançada. Para Grohl, isso ajudava a aproximar a canção da energia que ele sempre admirou na música.
Além desse hit dos anos 80, o músico também citou outra canção que gostaria de ter escrito: Sailin’ On, do grupo hardcore Bad Brains, uma de suas maiores influências. “Eu era apaixonado pela música deles – era tão rápida, tão distorcida, tão dissonante. Fazia você querer beber cem cervejas e quebrar janelas.”
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Grohl também costuma mencionar outra composição essencial em sua formação musical: Imagine, do ex-Beatle John Lennon. Segundo ele, foi tocando as músicas de Lennon que aprendeu a tocar guitarra quando criança.
“Quando eu tinha uns 10 ou 11 anos e comecei a tocar guitarra, ficava dedilhando os discos do John Lennon o dia inteiro. Foi assim que aprendi a tocar. O John foi meu professor.”
A mistura dessas influências – do pop oitentista ao hardcore punk – ajuda a explicar por que Dave Grohl sempre se recusou a limitar sua visão de música a um único gênero. Para ele, o que realmente importa não é o rótulo, mas a força da canção.
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