Durante a emocionante participação de Edu Falaschi no podcast Amplifica, apresentado por Rafael Bittencourt, os dois músicos relembraram a época em que o vocalista ingressou no Angra. Um dos momentos mais interessantes da entrevista foi a lembrança do teste de Edu para assumir os vocais, logo após a traumática ruptura que resultou na saída de Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confessori.

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Foto: Waldir Evora – Bendita Imagem

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Rafael Bittencourt abordou o clima de incerteza que pairava sobre os membros remanescentes naquele período de transição. “Saíram três caras da banda, no começo não se sabia se ia continuar ou não, mas depois o Kiko falou: ‘Vamos continuar’. E decidimos. Mas tinham muitas emoções ali e incertezas”, relembrou.

A banda já havia testado outros excelentes vocalistas, mas tudo mudou no dia em que Edu Falaschi entrou no estúdio para gravar “Acid Rain”, “Rebirth” e “Running Alone”.

“Eu vi um brilho vindo do Edu, que não é apenas o cara ir lá e cantar bem. A pessoa pode falar ‘eu prefiro esse ou aquele’, mas não é isso, é a magia. A magia do encontro, algo que você não explica”, descreveu Rafael. “Naquele dia que o Edu gravou, especialmente a ‘Acid Rain’, eu falei: ‘Eu acho que eu achei o cara’.”

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O impacto da performance de Edu foi tão forte que Rafael descreveu a experiência de forma quase mística. “Senti uma luz mesmo, uma luz azul brilhando em cima do Edu. Eu falei: ‘Caralho, esse cara tem um brilho mesmo, diferente’. Ser artista não é você só se preparar aí para cantar bem, tocar bem, fazer bem ou executar bem o seu instrumento. Isso é ser um bom músico e precisa ser um bom músico também, mas ser artista é uma busca por uma espécie de luz mesmo, porque você tem o dever ou a expectativa de iluminar as pessoas. E realmente, aquele dia eu vi.”

Além dessa conexão musical e mística, a entrada de Edu selou um compromisso pessoal para o guitarrista. Rafael revelou algo inédito até mesmo para o próprio vocalista: “Eu não sei nem se já te falei isso, mas eu fiz uma espécie de promessa pro seu pai, que eu cuidaria de você. Eu realmente acolhi, falei: ‘Esse cara merece.’ (…) Passei a me ver como uma pessoa da família, talvez um irmão mais velho, algo assim, para colaborar, porque você realmente merecia, a oportunidade estava lá, e aquilo me incendiou de esperança. Esse é um momento que eu lembro com muito carinho.” Esse acolhimento marcou o lançamento do aclamado “Rebirth”, revitalizando a banda e consolidando uma das fases mais grandiosas do heavy metal brasileiro.

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Clique no player abaixo para conferir o bate-papo completo no Amplifica.

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