Quando o Black Sabbath começou a ganhar notoriedade no fim dos anos 1960, poucos imaginavam que o vocalista Ozzy Osbourne se tornaria uma das vozes mais reconhecíveis da história do heavy metal. O grupo ajudou a moldar o gênero com álbuns clássicos e músicas marcantes, graças principalmente ao peso das guitarras de Tony Iommi e às letras sombrias de Geezer Butler.
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Foto: Reprodução – Wikimedia
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No entanto, o próprio Ozzy já admitiu várias vezes que nunca se viu como um músico completo. Apesar de ser responsável por algumas das melodias mais memoráveis do metal, o cantor acredita que ocupava um lugar peculiar dentro da banda.
Em entrevistas ao longo dos anos, Osbourne chegou a dizer que, tecnicamente falando, ele era o pior músico do Black Sabbath. “Eu não toco instrumento nenhum. Não entendo de música. Nem consigo tocar acordes em uma guitarra”, confessou o vocalista.
Segundo Ozzy, essa sempre foi uma frustração pessoal ao longo da carreira. “Esse é um dos meus maiores arrependimentos. Eu consigo tocar um pouco de gaita, e só.” A situação, segundo ele, também criava dificuldades na comunicação com os colegas de banda durante o processo criativo. “É estranho, porque eu não consigo me comunicar em nível musical com outros músicos.”
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Isso ajuda a explicar por que grande parte das letras clássicas do Sabbath não eram escritas por Ozzy. Esse papel geralmente ficava nas mãos de Geezer Butler, responsável por grande parte da identidade lírica do grupo, com temas que iam de ocultismo a críticas sociais.
Mesmo assim, a limitação técnica nunca impediu Ozzy de se tornar uma peça essencial da banda. Seu timbre agudo e dramático se tornou parte fundamental de músicas icônicas como Iron Man e N.I.B..
Curiosamente, muitos fãs e críticos acreditam que essa falta de formação musical formal acabou sendo uma vantagem. Sem se prender a teoria ou técnica instrumental, Ozzy desenvolveu um estilo vocal único, guiado muito mais pelo ouvido e pela emoção do que por regras musicais.
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