Nos anos 1990, o rock alternativo dominou rádios e MTV com uma mistura curiosa de melancolia, ironia e guitarras pesadas. Entre as músicas que capturaram perfeitamente esse espírito está “Only Happy When It Rains”, clássico da banda Garbage que acabou se tornando um dos hinos da década – e que, anos depois, ganharia até uma inesperada homenagem de Metallica.
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Foto: Reprodução – VEVO
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A história da música começou em 1994, quando a cantora escocesa Shirley Manson viajou para Madison, Wisconsin, para trabalhar com o produtor Butch Vig – famoso por ter produzido o álbum Nevermind do Nirvana. Manson havia acabado de ver sua banda anterior, Angelfish, se dissolver e estava prestes a iniciar uma nova fase musical. As entrevistas foram compiladas pela Loudersound.
A primeira impressão da cantora sobre a faixa foi curiosa. Ao ouvir a demo inicial, ela disse ter achado a letra quase infantil: “Quando recebi a letra, achei que parecia uma cantiga infantil. Pensei: ‘ok… isso não é exatamente o que eu imaginava que esses caras fariam’.”
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Mesmo assim, Manson acabou abraçando a música com sua própria interpretação. Como ela lembraria depois, sua personalidade acabou mudando completamente o resultado final da faixa.
A canção acabou entrando no álbum de estreia Garbage, lançado em 1995. Apesar de não ter sido o maior hit do grupo, tornou-se uma das músicas mais associadas à identidade da banda. Segundo a própria Manson, a letra fala sobre encarar o lado mais sombrio da vida sem negar a realidade. “É uma música para pessoas que sabem como é viver no lado escuro da vida.”
Ela também explicou que a faixa era, em parte, uma ironia dirigida à própria cena alternativa da época – muitas vezes obcecada com a estética da tristeza. “Se você não entende o conceito de querer cantar músicas tristes no escuro, nunca vai ser fã dessa banda.”
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Mesmo sem ter sido o maior sucesso comercial do Garbage, “Only Happy When It Rains” acabou se tornando uma espécie de manifesto artístico do grupo. Com o tempo, a música passou a ser vista como uma síntese da mistura de sarcasmo, vulnerabilidade e peso que definia o rock alternativo da década.
A influência da faixa foi tão grande que ela recebeu uma homenagem inesperada anos depois. Em 27 de outubro de 2007, o Metallica apresentou uma versão da música durante o Bridge School Benefit, evento beneficente criado por Neil Young.
Na mesma apresentação, o grupo também tocou covers de Brothers in Arms do Dire Straits, além de músicas de Nazareth e Rare Earth. Mas a escolha de um clássico alternativo dos anos 90 mostrou o respeito da banda pelo impacto da canção.
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