Nem sempre o que funciona no estúdio se confirma no palco. E para Regis Tadeu, é justamente essa diferença que faz um festival valer a pena. Em conversa com Gustavo Maiato, do Whiplash.Net, o crítico comentou o que espera do Bangers Open Air – e revelou qual banda o surpreendeu positivamente ao vivo.

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Foto: Kip Dawkins

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Antes de falar de nomes específicos, Regis fez questão de deixar clara sua postura: ele não vai a festival com uma única atração em mente. “Quando eu vou num festival, eu não vou com predileção para assistir alguma atração. Eu vou para assistir o festival. Eu quero ser surpreendido”, afirmou.

Foi exatamente isso que aconteceu com o Municipal Waste na edição anterior do Bangers. “Eu tenho dois discos deles e gosto muito. Aí eu falei: ‘Vou ver como é essa banda ao vivo'”, contou. A experiência superou expectativas. Para Regis, o grupo é “muito mais legal ao vivo do que no estúdio”.

Ele destaca que existe esse fenômeno recorrente: bandas que soam corretas em gravações, mas ganham outra dimensão diante do público. “Tem muito disso. A banda no estúdio é espetacular, mas ao vivo é muito mais legal”, explicou. No caso do Municipal Waste, o impacto foi uma “grata surpresa”.

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Por outro lado, Regis também comentou o lado oposto da moeda. Ao falar sobre a Dogma, foi direto: “Tudo bem, as meninas são bonitas, aquele visual todo de freira, mas ao vivo não dá.” E ainda completou, em tom ácido: “Aliás, não dava.”

Para ele, o espírito de um festival deveria ser justamente esse: abrir espaço para descobertas, sem hostilidade com bandas de abertura e sem idolatria cega. “Eu acho uma babaquice quando a banda de abertura é ofendida pelo público da banda principal”, criticou.

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