Entre as muitas composições marcantes do Metallica, poucas têm um impacto tão profundo quanto “One”, lançada no álbum …And Justice for All (1988). A música, considerada por muitos fãs uma das melhores da banda, nasceu da influência de um filme de guerra perturbador que marcou profundamente o vocalista James Hetfield.
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Foto: Ross Halfin
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A inspiração veio de Johnny Got His Gun, adaptação cinematográfica do romance de Dalton Trumbo. A história acompanha um soldado gravemente ferido na guerra que perde braços, pernas, visão, audição e fala após pisar em uma mina terrestre. Preso dentro do próprio corpo, ele permanece consciente, mas incapaz de se comunicar.
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Segundo Hetfield, a história o marcou profundamente quando ouviu falar dela pela primeira vez. “Meu irmão me contou sobre um filme que ele tinha visto. Acho que o livro era dos anos 1930. Aquilo me assustou muito. Eu perguntei: ‘Mas como ele fala?’ E ele disse: ‘Ele não fala. E eles nem sabem que ele está vivo’. Ele está vivo, mas não consegue dizer que não quer mais viver.”
O horror da situação – um homem consciente, mas aprisionado em silêncio absoluto – acabou se tornando o ponto central da letra de “One”. Hetfield explicou que quis dar voz ao personagem que, no livro e no filme, não consegue se expressar. “No livro ele não podia falar por si mesmo, então eu coloquei uma voz nele.”
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A música acompanha exatamente esse processo psicológico. Ela começa como uma balada sombria e melancólica, refletindo o choque e a confusão do soldado. Aos poucos, evolui para uma das partes mais pesadas do disco, simbolizando o desespero crescente do personagem ao perceber sua condição.
Além disso, o videoclipe da música utiliza imagens do próprio filme Johnny Got His Gun, reforçando ainda mais a conexão entre a obra cinematográfica e a narrativa da canção.
Ao contrário de muitas bandas de metal que exploravam temas de fantasia ou ocultismo na época, Hetfield preferiu abordar algo muito mais real e perturbador: o custo humano da guerra. Essa escolha ajudou a transformar “One” em uma das músicas mais poderosas da história do metal – e também em uma das mais emocionais já gravadas pelo Metallica.
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