Regis Tadeu contou em um vídeo publicado no seu canal do youtube que não foi a nenhum dos shows do AC/DC em São Paulo, e que não se arrependeu “um segundo sequer”. Ele relembra que já tinha avisado isso em outro vídeo e voltou ao tema depois que as apresentações aconteceram, porque recebeu uma enxurrada de críticas antes e depois, com gente dizendo que ele deveria até ter apagado o vídeo, já que “o show foi sensacional”.

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Foto: Divulgação

Ele fala que essa “raivinha” dos fãs chega a diverti-lo, do mesmo jeito que acontece quando ele critica outros artistas, e que a sinceridade dele é “inegociável”. “Eu confesso que essa raivinha dos fãs do AC/DC me diverte… (…) apesar da raivinha dos fãs, com as suas tiarinhas de chifrinhos coloridos piscando, eu não me arrependo um segundo sequer de não ter ido a qualquer um desses shows.”

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A partir daí ele destrincha o que enxerga como descaracterização: a queda de extensão vocal do Brian Johnson, a troca de peças na cozinha e a ausência do “tripé” que, na visão dele, sustentava o peso do AC/DC. Ele diz que competência técnica não era o ponto central da banda, e sim identidade – e que, sem a base original, sobra um “cover autorizado” com sonoridade mais genérica.

Num segundo bloco do vídeo, ele também aponta o que considera um problema fora do palco: o comportamento do público. Regis fala em “infantilização” de plateia e critica a turma que vai mais para registrar presença e produzir conteúdo do que para prestar atenção no som, dizendo que isso vira ironia justamente numa fase em que a banda exigiria mais atenção.

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“Agora, o que realmente me tira do sério é também justamente a mediocridade do público que foi a esses shows, cara. Porque é difícil não notar a infantilização progressiva que ocorre também nas plateias e shows de rock. É de uma cafonice sem limites ver uns marmanjos e umas madames com aquelas tiarinhas de chifrinhos piscantes compradas ali na porta do estádio. O que antes era um símbolo até meio irreverente do imaginário do AC/DC virou praticamente um adereço de carnaval corporativo. O rock and roll virou um parque de diversões da Disney.”

Ele fecha dizendo que entende quem foi ver pela primeira vez como experiência, mas que não aceita fingir que está tudo como sempre foi. A escolha dele, segundo o próprio, foi preservar a memória dos shows que viu quando a banda ainda tinha aquela “máquina” completa, e ficar em casa desta vez.

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