Zakk Wylde contou ao Talkin’ Rock podcast uma história que parece impossível pelo tamanho da discografia do Ozzy, mas é bem simples: durante as gravações de “Ozzmosis” (1995), ele colocou alguns pôsteres na parede do estúdio – Jimmy Page, Jimi Hendrix e um terceiro sujeito, careca, com cara de retrato antigo.

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Foto: Reprodução YouTube

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Ozzy desceu ao estúdio, viu a foto do Page e começou a puxar histórias de Led Zeppelin. Depois reparou no Hendrix e lembrou de quando ele e Geezer Butler foram assistir ao guitarrista ao vivo. Até aí, tudo normal: ídolos, lembranças, aquele papo de bastidor que músico veterano adora.

Aí Ozzy bate o olho no pôster do “careca” e trava. Segundo Wylde, ele perguntou na lata quem era o cara na parede – como se fosse só mais uma figura aleatória no meio da decoração do estúdio. “Eu tinha fotos do Jimmy Page, do Jimi Hendrix e do Aleister Crowley na parede quando a gente estava fazendo ‘Ozzmosis’ (1995). Eu comprei num sebo/livraria ocultista muito boa e deixei o pôster lá no estúdio enquanto eu gravava as guitarras… A gente estava em Nova York e o Ozzy desceu. Ele começou a me contar umas histórias malucas do Bonzo e do Led Zeppelin porque viu o Jimmy Page ali. Aí ele começou a falar do Jimi Hendrix… e então ele viu o Aleister Crowley na parede. Era tipo um mural.”

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Foto: Wikipedia – Dominio Público

Wylde diz que a reação seguinte foi melhor ainda, porque Ozzy não ligou o nome à música que ele cantava desde 1980. “Ele falou: ‘Zakk, quem é o cara ali na parede? O careca?’ E eu disse: ‘Oz, você não sabe quem é esse? Você canta sobre ele desde 1980. É Aleister Crowley’. Aí ele foi até o pôster, ficou olhando, encarando… voltou e falou: ‘Ah… é assim que ele era?'”

O detalhe é que Crowley não é uma referência periférica no catálogo do Ozzy: o nome virou título de um dos singles mais conhecidos da carreira solo dele, “Mr. Crowley”, ainda na fase do “Blizzard of Ozz” (1980). A piada aqui não é ele “não saber quem era”, é simplesmente nunca ter ligado o rosto ao personagem que já estava no repertório há anos.

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E dá pra entender como isso acontece: músico guarda letra, melodia, arranjo, memória de palco, mas nem sempre guarda “biografia completa” com foto e tudo. No caso do Ozzy, ainda tem o tempero de que ele sempre foi mais do clima e da história do que de ficha técnica. E, claro, sempre foi uma pessoa um tanto quanto “distraída”…