Na última quinta-feira, 19, a expectativa na Audio não se limitava à estreia dos suecos do Viagra Boys em solo brasileiro e em ver o virtuosismo do Interpol em ação; passava também pela curiosidade de entender como duas bandas tão antagônicas se comportariam diante de uma casa lotada, às vésperas de suas apresentações no Lollapalooza Brasil. O público, aliás, foi recebido com uma ação da patrocinadora Flying Fish, que distribuiu cervejas não só uma vez, mas dando até brinde para quem comprava algo no bar.
A outra surpresa bem oportuna foi a abertura do camarote. Prevendo um possível caos, a própria organização da casa deu luz verde e quem foi esperto conseguiu ver o show um pouco mais confortável. O que tirava, sim, um pouco da graça de shows como o do Viagra Boys, mas não é todo mundo que aguenta passar sufoco, seja divertido ou não. No final, a amálgama deu certo, mas isso fica um pouco óbvio se levar em conta que grande parte de quem hoje celebra o deboche sueco é a mesma geração que foi forjada nos inferninhos, na simplista denominação de ‘’rock alternativo’’ e no indie sleaze que consagrou o Interpol mais de duas décadas atrás.
A anatomia de deboche do Viagra Boys
Assim que Sebastian Murphy pisou no palco da Audio, um fio invisível pareceu se apoderar de todos; o público estava na palma de sua mão. Parece um…