Em plena terça-feira, 29 de abril, contrariando o senso comum sobre qual dia seria perfeito para lotar uma casa de show, o Espaço Unimed ficou apinhado de fãs. Não importa a ocasião, assim que é anunciado que o Bad Religion visitará sua cidade, a mobilização é garantida, ainda mais de forma solo.
Isso ocorre mesmo com um intervalo curto entre as passagens, já que, de última hora, eles foram convocados ao festival The Town no ano passado para cobrir a lacuna deixada pelos Sex Pistols devido a uma lesão no pulso de Steve Jones; poucas vezes uma substituição relâmpago foi tão elogiada. Esse prestígio vem não só do fato de serem referências no que fazem e da atemporalidade das canções no quesito social e político, mas da capacidade da banda em atravessar gerações e condensar toda a máxima do punk rock, de algo simples e cru, até para outros gêneros musicais. O academicismo de Greg Graffin, principal letrista, por exemplo, transformou análises densas em algo popular e acessível.
Antes mesmo de o grupo pisar no palco, o ambiente foi preparado com o melhor do punk rock mundial, incluindo os conterrâneos do Pennywise e Dead Kennedys, além de The Jam e The Only Ones. Foi essa curadoria na discotecagem que conseguiu segurar os ânimos do público, uma vez que o show começou com 15 minutos de atraso. Após a espera, o telão formou…