Max Cavalera, um dos nomes mais importantes no metal, revelou em entrevista à Metal Hammer como o impacto da perda precoce de seu pai moldou seu jeito de fazer música.
O cantor e seu irmão mais novo, Iggor, ajudaram a construir o metal brasileiro. Entre desafios e falta de incentivo da indústria, a ascensão do Sepultura, fundado em 1984, era no mínimo, improvável.
Sobretudo, a história do músico está longe de ser algo linear. Max relembra como foram os momentos de sua infância com seu pai, Graziano Cavalera, que trabalhava no consulado italiano em São Paulo.
“Tínhamos uma casa de praia em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e íamos para lá nos fins de semana. Éramos de classe média. Meu pai ganhava muito bem e tínhamos um carro bom e um apartamento bom. Mas aí ele teve um ataque cardíaco e morreu.”
Apesar de perder o pai com apenas 9 anos, ele se lembra claramente do dia do falecimento: “Foi muito traumático porque fomos pescar neste lago – Interlagos – e ele começou a reclamar de dores no peito quando estávamos no barco. Levamos ele de volta para o carro e eu o segurei no banco de trás.”
“Eu conseguia sentir o coração dele através do peito e ele faleceu ali mesmo, no carro. Lembro-me de ter pensado: ‘É isso. Ele se foi.’ Levaram-no para o hospital e, depois de uma hora, minha tia veio falar comigo e, antes…