Se tem uma coisa que virou “padrão do pós-pandemia” no show grande é o pacote VIP com preço de viagem internacional. E agora dá pra comparar dois exemplos bem claros: o do Rush, anunciado para a turnê brasileira de 2027, e o do Metallica, ligado às datas no Sphere, em Las Vegas.
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Foto: Tim Saccenti
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No caso do Rush, o pacote “Limelight Hot Seat VIP Experience” para São Paulo aparece com valor integral acima de R$ 14 mil. A lista de benefícios é grande: hot seat na cadeira inferior, meet & greet com Geddy Lee e Alex Lifeson com foto profissional, autógrafo (um item), tour pelos bastidores, lounge pré-show, vouchers de bebida, itens exclusivos de merchandising e aquela parte logística que costuma pesar para quem odeia fila (check-in VIP, entrada prioritária e compra de merch antes do show).
Comparado com o ingresso comum, há uma diferença muito evidente, mas dá pra entender por que esse pacote vira assunto: ele não vende só “um lugar melhor”. Ele vende acesso, bastidor e aquele momento que o fã guarda como lembrança de vida inteira. O problema é que, com o preço nesse nível, o fã também guarda a lembrança na fatura.
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Do outro lado, a discussão com o Metallica veio por causa do pacote “Meet & Greet Snake Pit” para dois dias no Sphere, aponta a Alternative Nation. O valor citado como face value é de US$ 5.954,12 – cerca de 31 mil reais, na cotação atual – e a reação de um fã nas redes resumiu bem o sentimento geral: “experiência legal, mas por 6 mil dólares?”. Aí entra a velha sensação de que show virou um produto para poucos.
O pacote descrito inclui ingresso para o Snake Pit (aquele miolo do palco), meet & greet e conversa em grupo com dois integrantes, foto do fotógrafo da turnê, acesso a uma experiência pré-show com memorabilia e áreas interativas, tokens de bebida, pôster de edição limitada, setlist autografado dos dois shows, brindes da banda e até download em MP3 do áudio ao vivo das duas noites, além de suporte no check-in.
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O detalhe é que essa comparação nem precisa virar “quem é pior”. São dois modelos de VIP com lógica parecida: transformar show em “fim de semana de experiência”. Só que a régua muda quando o pacote encosta em valor de carro usado ou de pacote turístico completo – e aí entra o debate que está pegando em todo canto: o quanto o público aguenta pagar antes de desistir.
No Rush, o VIP mais caro divulgado vem com hot seat bem localizado, meet & greet com Geddy Lee e Alex Lifeson com foto profissional, autógrafo (um item), tour pelos bastidores, lounge pré-show com petiscos, vouchers de bebida e alguns itens exclusivos, além de entrada prioritária e compra de merchandising sem fila.
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Já o do Metallica no Sphere é um pacote de dois dias que mistura posição premium (Snake Pit no meio do palco) com meet & greet e conversa em grupo com dois integrantes, foto no palco, acesso a um espaço pré-show com memorabilia e atrações interativas, fichas de bebida, pôster de edição limitada, setlist autografado dos dois shows, item Metallica x YETI e download do áudio ao vivo.
No fim, os dois seguem a mesma lógica de “ingresso + acesso + lembrança”, mas cada um puxa a experiência para um lado: o Rush vende mais o encontro direto com Geddy e Alex e um bastidor de produção; o Metallica empilha coisas ligadas ao evento em si, ao lugar e ao pacote de dois shows.
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