Em maio de 1996, o Cannibal Corpse atravessava um dos momentos mais delicados de sua carreira. A saída turbulenta do vocalista Chris Barnes colocou em dúvida o futuro da banda pouco antes das gravações de Vile, disco lançado em 21 de maio daquele ano.
Trinta anos depois, o álbum continua sendo lembrado como um marco do death metal, não apenas pela brutalidade sonora, mas também por ter se tornado o primeiro trabalho do gênero extremo a entrar na parada Billboard 200.
Primeiro álbum com George Fisher
O Cannibal Corpse entrou no Morrisound Studio com o produtor Scott Burns para gravar aquele que seria seu quinto álbum, inicialmente chamado Created to Kill. Na época, o vocalista Chris Barnes já dividia atenções com o Six Feet Under, que havia lançado o disco Haunted poucos meses antes. Mesmo com os rumores sobre desgaste interno, Burns acreditava que o Cannibal Corpse ainda vivia um grande momento, especialmente após a exposição conquistada com “Hammer Smashed Face” no filme Ace Ventura: Um Detetive Diferente (1994).
As gravações, porém, rapidamente se transformaram em uma das sessões mais tensas da história da banda. Os conflitos sobre os vocais de Barnes, que já existiam desde The Bleeding, aumentaram durante o processo. Segundo relatos publicados pela Decibel Magazine, discussões entre Barnes, o baixista Alex Webster e o…