Alice Cooper apontou o disco de estreia do The Doors como seu favorito da banda – e um dos seus álbuns preferidos de todos os tempos. A revelação foi resgatada em matéria assinada por Dale Maplethorpe no site Far Out, que destacou a admiração do cantor pelo trabalho lançado em 1967.

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Foto: Reprodução – Best Of – Elektra Records

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Segundo Maplethorpe, o álbum autointitulado – The Doors – “continua a ser reverenciado por amantes da música ao redor do mundo”, ocupando lugar especial também na lista pessoal de Cooper. O jornalista observa que, apesar das inúmeras influências que moldaram o shock rocker, “não há um único disco que pareça deslocado” entre suas escolhas, já que todos ajudam a entender a construção de seu personagem artístico.

Na entrevista à Classic Rock citada pela Far Out, Cooper comentou sobre Jim Morrison em tom ao mesmo tempo admirado e melancólico. “Há certas pessoas que você conhece e simplesmente sabe que não estarão por aqui para sempre, e Jim era uma dessas pessoas”, afirmou. “O cara era um gênio – e eu não uso essa palavra com muita frequência.”

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Alice Cooper e The Doors

Maplethorpe ressalta que Cooper não exalta apenas a música, mas também reconhece o lado autodestrutivo do vocalista. “Ele não se tratava muito bem”, disse o cantor. “Ele podia ter morrido cem vezes. Era um cara que assumia riscos, destemido.” A fala reforça a imagem de Morrison como figura intensa, cuja genialidade caminhava lado a lado com o excesso.

Ao contextualizar a escolha, o jornalista destaca que o impacto do álbum vai além do sucesso comercial. Faixas como “Break On Through (To the Other Side)”, “Light My Fire” e “The End” ajudaram a consolidar o The Doors como uma das bandas mais singulares do rock psicodélico. Para Cooper, aquele primeiro registro capturou o grupo em estado bruto, com criatividade e ousadia em plena ebulição.

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