Loucura e Ozzy Osbourne são coisas totalmente associáveis, basta perceber que um dos apelidos do cantor é Madman – algo como Homem Louco, em uma tradução livre. Em 1984, época em que Ozzy estava dobrando a aposta em todos os tipos de loucura, ele levou o Mötley Crüe como open act da segunda perna da Bark at the Moon Tour.

Naquele momento, o icônico quarteto do hard rock estava promovendo seu segundo disco Shout At The Devil, que saiu em setembro de 1983. Apesar do som de primeira, as coisas saíram do controle com as “peripécias” dos caras.

Em recente conversa com o pessoal do programa Zach Sang Show, Tommy Lee lembrou a infame turnê com Ozzy.

“Para resumir, Sharon [esposa e empresária de Ozzy] não estava nada feliz com a gente! Algumas pessoas perderam neurônios, casamentos. Ela falou: ‘Os caras do Mötley Crüe estão levando um monte de garotas para os bastidores depois do show; é uma festa do caralho em todo lugar’.

Ela confiscou todas as nossas credenciais do pós-show. Nós não podíamos mais ter convidados nos bastidores. Ela nos cortou de vez. Fizemos camisetas com um rosto sorridente com um buraco de bala e a frase ‘A Turnê Sem Graça’, porque ela simplesmente apareceu e acabou com tudo. Ela disse: ‘Não tem a menor chance disso continuar’”.

Tommy continuou: “Quando digo ‘continuar’, estou falando de ‘até o fim’. Era ruim para Ozzy estar por perto. Lembro-me do Ozzy aparecendo perto do final da turnê. Ele apareceu usando uma cueca branca Hanes apertada, umas botas, e só. Ele estava festejando há dias. Dias mesmo”.

“Ele cambaleou até o microfone e começou a chorar. Então, simplesmente se virou e saiu do palco. Primeira música. Entrou, começou a chorar e foi embora. Foi isso. A turnê acabou. Era hora de ele ir para casa e descansar”, completou Lee.

Vale lembrar que a turnê conjunta de Ozzy e Mötley Crüe gerou histórias como a carreira de formiga que o Madman cheirou na beira da piscina de um hotel e muitos outros causos que foram amplamente explorados no filme The Dirt, do Crüe.