Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, refletiu sobre como governos ditatoriais podem silenciar a opinião de quem pensa contrário ao regime. Segundo o músico, o controle das artes desponta como o caminho mais rápido para que a percepção pública sofra manipulação.
Em entrevista ao podcast The Adventures Of Pipeman, Andreas explicou que regimes autoritários temem o poder de autoconhecimento que a cultura proporciona e, com isso, a escolhem como o primeiro alvo. Segundo ele, a queima de livros, por exemplo, deixa a população “estúpida”, facilitando o controle do governo sobre o povo.
“É por isso que eles têm medo da arte e da cultura. Em um governo fascista ou em uma ditadura, os primeiros a sofrerem são as artes — cinemas, música, pinturas, poemas, textos de jornais, livros e por aí vai. Eles são os primeiros”, afirmou [transcrição via Blabbermouth].
“Por que eles queimam livros? Porque eles mudam as pessoas. A arte te toca de uma maneira muito única. É um processo de autoconhecimento (…), isso te ajuda na autoevolução. E é por isso que as pessoas [no poder] têm medo. Porque eles nos querem estúpidos para poderem nos controlar. Dividir e conquistar”, complementou.
Andreas Kisser e a inclusão dentro do heavy metal.
Na mesma conversa, Andreas Kisser ainda fez um contraponto ao autoritarismo político e elogiou…