Em 1993, o baterista Ingo Schwichtenberg era demitido do Helloween em meio à conturbada turnê do álbum Chameleon, episódio que daria início a um dos momentos mais dolorosos da história do power metal.
Naquele ano, o “Mr. Smile” foi afastado do grupo após uma ligação de seis horas de duração com o guitarrista Michael Weikath, sob a justificativa do agravamento de sua dependência química e pelo fato de o músico não estar se medicando contra a esquizofrenia. No entanto, a decisão veio acompanhada da promessa de que ele poderia retornar um ano depois, caso tirasse uma licença temporária para realizar tratamento médico.
Michael Kiske participou de reunião que demitiu o baterista do Helloween
Em entrevista ao podcast Talk is Jericho, o vocalista Michael Kiske relembrou as reuniões internas que definiram o rumo da banda logo após Ingo ser enviado para a reabilitação. Segundo ele, houve uma frustração enorme de sua parte na época, pois, ao cobrar que o acordo fosse cumprido, percebeu que os demais integrantes haviam mudado de ideia e que, três semanas depois, ele também seria demitido do Helloween.
“Eu estava muito irritado com a banda… porque o demitiram. Nós sentamos juntos e ele recebeu a promessa de que, quando fosse para a reabilitação e ficasse limpo, poderia voltar um ano depois. Ele teria o seu emprego. E isso não foi…