Não é segredo para ninguém que o Angra tentou várias reaproximações com Andre Matos após o rompimento na virada do século. No entanto, o vocalista sempre se mostrou avesso à ideia de se reunir com a banda, tanto pelas mágoas do passado quanto pela ideia de seguir por outros caminhos em comparação ao que os antigos colegas buscavam.
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Durante entrevista ao Lado A Podcast, em trecho transcrito pelo site do jornalista Igor Miranda, Felipe Andreoli falou abertamente sobre a situação. O baixista ressaltou que muitas tentativas de reaproximação foram feitas, mas as negativas prevaleceram.
“A gente buscou muito o Andre. Várias vezes, ao longo de anos. E ele, pelos motivos dele, não quis dar abertura nem para um papo, nem para um café. Parecia-me que no final estava começando a rolar um ‘ah, pode ser’. Mas foi tarde demais.”
O “tarde demais”, obviamente, foi o falecimento de Matos, ocorrido em 8 de junho de 2019. O artista sofreu um infarto agudo do miocárdio aos 47 anos na sua casa, em São Paulo.
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Segundo Felipe, chegou ao ponto que a situação começou a afetar, especialmente, o guitarrista Rafael Bittencourt, remanescente dos primórdios. “E isso era uma coisa que incomodava muito o Rafa, não era uma coisa tranquila, ‘deixa o Andre para lá’. Cada vez que a gente o buscava e recebia uma negativa, era tipo um banho de água fria no Rafa especialmente.”
O Angra protagonizará outro reencontro em abril. A banda reunirá a formação que foi montada justamente após a saída de Andre Matos, Luiz Mariutti e Ricardo Confessori. O show acontece no Bangers Open Air, dia 26, no Memorial da América Latina. A seguir, o grupo realizará outras apresentações com o guitarrista Kiko Loureiro como convidado especial.
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