Em 27 de setembro de 1986, um trágico acidente de ônibus em Dörarp, na Suécia, fez com que o thrash metal e o Metallica perdessem precocemente um de seus nomes fundamentais: o baixista Cliff Burton.

Quatro décadas depois, a comoção em torno de sua perda ainda se faz presente, mas o sentimento de luto passou a abrir cada vez mais espaço para uma celebração de sua vida, obra e, especialmente, legado, uma vez que Cliff foi um baixista à frente de seu tempo. Na data em que o baixista nos deixou, relembre sua trajetória até se tornar um dos maiores nomes da história do metal. 

Paixão por música clássica 

Nascido em Castro Valley, na Califórnia, em 1962, Cliff teve seu primeiro contato com a música por meio do piano, mas foi por meio do baixo, aos 13 anos, que ele encontrou sua verdadeira vocação. Não se limitando apenas a ouvir rock, o músico era fascinado por música clássica, em especial a obra de Johann Sebastian Bach, e ainda idolatrava nomes como Geddy Lee (Rush), Stanley Clarke e Lemmy Kilmister (Motörhead). 

Sua forte paixão pela música erudita possibilitou que ele criasse uma forma única de tocar, utilizando os dedos em vez de palhetas, além de aplicar acordes, arpejos e, principalmente, inovar por utilizar o pedal de distorção, também conhecido por wah-wah.   

Antes da fama, Cliff chamou a atenção da cena…