A lenda de que o Rock In Rio é um festival essencialmente voltado ao rock n’ roll e heavy metal é bastante antiga, mas até hoje reverbera nas rodas de conversa e, nos últimos anos, nas redes sociais.
Não precisa muito esforço para entender que o Rock In Rio é uma marca – milionária, por sinal – que tem em seu nome a palavra rock. A proposta do evento, no entanto, sempre foi abarcar o maior número de gêneros musicais possíveis.
Do metal ao new wave, do hard rock ao pop, do blues ao jazz, o objetivo sempre foi oferecer ao público variedades de atrações. Na edição de 2024, por exemplo, o evento abriu espaço até para o sertanejo com show do Chitãozinho e Xororó e Ana Castela, no chamado Dia Brasil.
Apesar de abrir as portas para tantos gêneros e artistas, o festival nunca chamou o carioca Naldo Benny, para mostrar o seu som. E pelo visto ele está muito triste por nunca ter tocado no Rock In Rio.
Em entrevista às apresentadoras Drika Oliveira e Helô Amighini, do canal NaTelinha Talk, Naldo falou sobre a mágoa que tem de nunca ter recebido um convite para fazer parte da festa.
“Me deixou muito chateado. Muito triste, bem triste para falar a verdade. O Rock in Rio. Fico muito triste de nunca ter participado do Rock in Rio. Pra nada. Nem do palco favela, nem uma tenda do refrigerante tal. Já fui o 01 do país. Explodi agora de novo. Se hoje é uma tendência, se o ser estourado hoje é número, eu tenho de sobra. Respeitando todos que eles levam e escolhem. Mas acho que eu teria que estar ali”.
“Dão espaço para artistas novos, levam artistas que de repente eu nunca tinha visto. É um festival de duas semanas”, analisou. Ele concluiu jogando a toalha: “Ao mesmo tempo, falei: não vou ‘brisar’ com essa porra mais não. Deixa pra lá. Vou gastar energia com o que for legal”.
Eis a entrevista completa no player logo abaixo: