O álbum Speak of the Devil, que foi lançado em 27 de novembro de 1982, é o primeiro registro ao vivo da carreira solo de Ozzy Osbourne e traz em seu repertório somente sons do Black Sabbath.
Há quem acredite que tenha sido uma forma de Ozzy cutucar o próprio Sabbath, que estava tendo problemas de relacionamento com o vocalista Ronnie James Dio, na altura do campeonato. Seja como for, Speak of the Devil fez bonito nas paradas de sucesso, já que alcançou a décima quarta posição da Billboard 200 e vendeu mais de um milhão de cópias só nos Estados Unidos.
Em conversa com o BraveWords, o guitarrista Brad Gillis (Night Ranger), que foi o braço-direito de Ozzy neste projeto, falou sobre as questões técnicas e de som dos shows que serviram de pano de fundo para o álbum.
Cabe lembrar que, além de Brad Gillis, Osbourne teve a companhia de Rudy Sarzo (baixo), Tommy Aldridge (bateria) e Don Airey (teclado).
“O som ficou bem cru, definitivamente cru. Quer dizer, nós simplesmente fomos lá e gravamos ao vivo, duas noites no Ritz em Nova York, e eles gravaram e filmaram as duas noites, mas é claro que foi só para o álbum ao vivo. E havia muita pressão. Tommy, Rudy e eu passamos cinco dias ensaiando no SIR em Nova York, revisando tudo, garantindo que tínhamos tudo pronto”.
“E o Ozzy entrou no final para juntar tudo, e nós simplesmente entramos e gravamos”, lembrou o guitarrista. “A coisa mais legal que estava acontecendo naquela época era que Mark Newman, o meu técnico de guitarra na época, era um técnico de guitarra de rock, trabalhou com todo mundo desde então e acabou de se aposentar depois de trabalhar com o KISS por muitos anos, cuidando das guitarras deles”.
“Queríamos criar um som matador para o álbum Speak Of The Devil”, observou. “Eu estava usando amplificadores Boogie e caixas de som Marshall de baixa potência, com o volume no nove, no máximo”.
“Essas caixas de som estavam bombando, né? E a gente queria um som estéreo bacana, então colocamos um delay digital entre os dois e um pequeno delay entre um amplificador e o outro, com o som panorâmico totalmente para a direita e para a esquerda, e um leve flange em todo o sistema, e isso deu um som característico.
E esse era o som que a gente conseguia naquela época. Eu estava muito feliz com o som. Mas esse é o som que eu não consigo usar com o Night Ranger porque temos dois guitarristas. Eu não consigo alcançar essa amplitude estéreo com o Night Ranger. Eu estava realmente muito satisfeito com aquele som naquela época”, completou Brad.