Após uma extensa maratona de shows que percorreu o mundo entre janeiro de 2024 e agosto de 2025, o Angra entrou em um hiato com o pretexto de descansar. No entanto, em novembro de 2025, o conjunto declarou que estava voltando aos palcos.

O anúncio da retomada das atividades foi bem especial, já que surgiu com a notícia da reunião da formação de Rebirth para alegria dos fãs saudosistas.

E para quem não sabe ou não lembra, a formação da época se tratava de Edu Falaschi (vocal), Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Aquiles Priester (bateria).

A volta triunfal da segunda encarnação do conjunto aconteceu no Bangers Open Air, com uma apresentação no dia 26 de abril de 2026. Desde então, a banda está na estrada em celebração aos trinta anos de seu segundo disco, Holy Land, ao lado do novo vocalista Alírio Netto, substituto de Fabio Lione.

Em recente conversa com a revista Rolling Stone Brasil, o baixista Felipe Andreoli teceu alguns comentários sobre as intenções do Angra em relação ao hiato.

“Se eu não me engano, a gente anunciou esse hiato no fim de 2024. Então, você percebe quanta água passou debaixo da ponte. A intenção do hiato era muito genuína, de descanso, de um tempo para reorganizações. Muitas dessas coisas ficaram ainda pendentes, porque a gente não parou o tanto que precisava para resolver determinadas coisas”.

Felipe continuou: “Devo dizer que um dos motivos desse hiato era olhar para essa relação interna da banda que já não estava muito legal, especialmente com o Fabio. Muita gente acha que a gente inventou um hiato para tirar o Fabio, quando na verdade é o contrário”.

“Um dos motivos desse hiato era conversar e tentar chegar num ponto comum para seguir com o Fabio. O futuro quis que as coisas não fossem assim”, acrescentou o baixista.