A chuva forte que caiu sobre São Paulo no dia 23 de maio parecia que iria estragar o aguardado reencontro do Barão Vermelho no Allianz Parque. Contudo, o público mostrou logo de início que nenhuma tempestade seria capaz de impedir aquela celebração do rock nacional. Mesmo com o trânsito complicado no entorno do estádio e um atraso de cerca de 30 minutos, possivelmente provocado pelas condições climáticas, os fãs compareceram em peso. Como se respeitasse o momento, a chuva deu uma trégua justamente durante o espetáculo.

Quando as luzes se apagaram e os primeiros acordes de “Maior Abandonado” ecoaram pelo estádio, ficou claro que a espera tinha valido a pena. A formação clássica do Barão Vermelho, reunindo Roberto Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira, demonstrou entrosamento, energia e uma química intacta. Na sequência, “Pedra, Flor e Espinho” e “Pense e Dance” mantiveram o clima elevado. Frejat, sempre carismático, agradeceu a presença do público e fez questão de mencionar a ilustre presença de Osvaldo Vecchione, vocalista e baixista do Made In Brazil, arrancando aplausos dos fãs mais atentos ao legado do rock brasileiro.

O show ganhou força com músicas como “Política Voz”, “Tão Longe de Tudo” e uma vibrante “Bete Balanço”, recebida com entusiasmo imediato pela plateia. O público cantava…