O grande guitarrista Lúcio Maia lançou na última quinta-feira, 16, seu segundo álbum de estúdio, o homônimo Lúcio Maia, um trabalho que celebra a psicodelia, diversidade de sonoridades e as diferentes possibilidades da música instrumental.
Com 8 faixas instrumentais, o disco evidencia a musicalidade excepcional de Lúcio. De imediato, se destacam as linhas de guitarras únicas, conhecidas desde seu trabalho com a Nação Zumbi, envoltas em timbres psicodélicos. Mas além da virtuosidade no instrumento, o projeto traz arranjos precisos e diferentes climas, com composições inspiradas por diferentes gêneros e sonoridades. As novas faixas flertam com o futurismo, movimento artístico e literário do início do século XX que exaltava a modernidade, a velocidade e a tecnologia.
Em entrevista ao Wikimetal, Lúcio falou um pouco sobre o novo disco e também sobre sua experiência gravando com o Soulfly no final dos anos 1990.
Wikimetal: Nos anos 90 você trabalhou brevemente com o Soulfly. Como foi o convite e como foi a experiência?
Lucio Maia: A gente conheceu o Sepultura no comecinho de 96 ou final de 95. Nos conhecemos e ficamos de fazer alguma coisa. E aí, beleza, corta. O Max sai do Sepultura. Um tempo depois, o Chico morre. Não sei se chegou a um ano depois da saída dele, mas quando o Chico faleceu, o Max ligou pra gente lá em Recife e convidou…