Para Mikael Åkerfeldt, o Opeth é uma banda progressiva. No entanto, o vocalista e guitarrista sueco propôs uma reflexão sobre o real significado do termo durante entrevista ao American Musical Supply. Sobrou espaço até para uma crítica aos rumos tomados dentro do gênero.

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Foto: Jonas Akerlund

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“Gosto de pensar que somos uma banda progressiva, talvez até pertençamos a esse gênero. Mas eu faço uma distinção entre o gênero e a música progressiva propriamente dita. Não precisa ser solos de guitarra mirabolantes… Quer dizer, para mim, no meu gosto, a música progressiva de hoje se tornou muito técnica, em vez de misturar estilos musicais, que é mais ou menos o que acontecia no começo.”

Para exemplificar, o músico recorreu à banda mais influente da história e sua evolução artística assombrosa em menos de meia década. “Considero os Beatles uma banda progressiva. Se você ouvir o ‘Álbum Branco’ ou algo assim, não dá para dizer que é apenas um gênero. Tem música de vanguarda, blues, folk rock de cantores e compositores, hard rock… todo tipo de coisa acontecendo ali. Então, eu não diria que nos comparo aos Beatles, mas acho que somos uma daquelas bandas da velha guarda que misturam estilos e gostamos de pensar que não temos limitações quando se trata de compor músicas que sejam ‘muito diferentes’, por assim dizer. Não dedicamos muito tempo a fórmulas de compasso e subdivisões. Para ser honesto, nem sei o que é isso.”

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Mencionado por Mikael, o álbum branco – que na verdade se chama “The Beatles” – foi gravado durante o período de rusgas iniciais, que levariam o quarteto à posterior dissolução. Duplo, o disco revela facetas sonoras distintas, o que faz com que muitos o considerem excessivo. Mesmo assim, vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo.

A maioria das composições foi desenvolvida durante o processo de meditação transcendental, realizado com Maharishi Mahesh Yogi em Rishikesh, Índia, entre fevereiro e abril de 1968. As sessões ainda renderam o single “Hey Jude”, com “Revolution” no lado B.

– CLI