Lançado em março de 1996, Roots, sexto álbum de estúdio do Sepultura, rapidamente se tornou o álbum mais vendido do grupo e levou o quarteto – Max Cavalera (vocal e guitarra), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Xisto Jr. (baixo) e Igor Cavalera (bateria) – a um nível de popularidade e aclamação que superou as expectativas de todos os envolvidos com a banda.

Além do DNA sonoro próprio, com direito a presença de uma tribo indígena Xavante na faixa Itsári, a arte da capa de Roots é um outro destaque, porque encapsulou de forma cirúrgica todo o teor do álbum em uma imagem.

A ilustração conta a presença da indígena Koixaru Karajá. Antes de fazer parte do mundo metal, ela, ao lado da Jijukè, apareceu na cédula de 1.000 cruzeiros de 1990.

É importante explicar que a foto que deu origem ao desenho da cédula foi tirada pelo indigenista e escritor José Américo Peret. José, que faleceu em 17 de março de 2011, aos 85 anos, dedicou sua vida para documentar a cultura Karajá.

O ilustrador Michael Whelan, que fez as capas de Beneath the Remains (1989) e Arise (1991), usou a imagem de Koixaru Karajá como base para seu trabalho em Roots. Michael adicionou raízes a foto da indígena, a fim de conectar com o título do disco. Além disto, o logotipo do grupo marcou presença no colar de Koixaru.

A arte final recaiu como uma luva ao teor lírico e musical do álbum. O objetivo de mostrar a nossa cultura aos povos estrangeiros foi conquistado a contento, pois o full length vendeu mais de dois milhões de cópias.