Recentemente, em conversa com Barry Robinson, do canal Classic Album Review. Pete Townshend foi questionado se ele achava que o The Who de alguma forma desempenhou um papel na criação ou na evolução do heavy metal no final da década de 1960.

“De certa forma, sim, mas acho que a diferença, na verdade, era que bandas como Black Sabbath e todas as outras grandes bandas de heavy metal, até o surgimento do Led Zeppelin, que combinavam heavy metal com composições mais suaves e baladas, e assim por diante, o heavy metal era quase uma filosofia religiosa”.

“Estava enraizado em um senso de escuridão e, muitas vezes, ironia, eu acho”, observou. “Além disso, o talento musical é extraordinário no heavy metal. E muitos músicos de heavy metal citaram [o primeiro álbum ao vivo do The Who, de 1970] Live At Leeds como algo que lhes deu permissão, de certa forma, para enlouquecer, para se soltar e improvisar”.

“O único heavy metal que eu realmente ouvia era AC/DC”, destacou. “Nunca me interessei muito por Led Zeppelin. Tem muita coisa foda lá. É só que na época eu não gostei que eles estivessem, de certa forma, tentando roubar nosso público”, acrescentou.

“Não conheço bandas como Black Sabbath e outras do gênero porque realmente não as ouvia, apesar de achar que elas eram muito divertidas e agradáveis. Adoro a parte da indústria musical em que as pessoas não se levam tão a sério. Esse era o meu problema no início da minha carreira: eu sentia que carregava uma grande cruz, um grande manifesto para o rock n’ roll. Sentia que era importante para mim cumprir essa missão”, completou Townshend.